Ele não tinha noção de como isso acontecia, só acontecia.
Começou quando tinha uns vinte e quatro anos. Hoje, com vinte e oito todas as quinta- feiras das meia-noite até uma, duas horas da madrugada se transformava numa borboleta, um pouco menor que sua mão humana, linda, colorida, não era nem questão de se conformar pois ainda não havia o feito, era talvez se acostumar mesmo.
Desde então nunca namorara sério, nunca bebera com os amigos numa noite de quinta, ia aos médicos e todos eles lhe diziam que nada de diferente havia em seu corpo.
Mais ninguém sabia.
Não atrapalhava o seu trabalho, como já foi dito, uma, duas horas por semana e tudo resolvido.
Por diversos dias acordou com seu rosto coberto de pólen, com cheiro de planta, com gosto de flor.
Um dia ele acordou...
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