quinta-feira, 22 de abril de 2010

Olha ali..
Vai! Olha ele ali
Como é belo, não?
E chega com todo seu olhar
E toma com sua palavra de força infinita
E doma completamente
Me tem
Mas disso não tem noção
Ou tem
E faz disso sua diversão
Como seria sem ele ali?
Minha vida ganharia cor?
Ou perderia o brilho?
Seria melhor?
Só sei quem me leva de encontro a felicidade
intensa, pesada, (mas) veloz
Olha ali..
Olha! Ali, ele indo..
Deve voltar

segunda-feira, 19 de abril de 2010

É brincar com outros pensamentos
Como quem brinca com ossos
Mortos
São eles que não se deixam tocar
Eu fico aqui
Eu sempre estou aqui
Espero!
Não quero...
Assim te deixar
E só me machucar
Toca!
Eu fico aqui
Tentando reconstruir
as estradas, entradas e bandeiras!
Uma reconstrução diferente,
com um misto total
de destruição...
Fica?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Que acontece se eu,
Sedento de ar mas
Preso pelo medo,
Quiser voar?
Vai se segurar?
Devo me privar?
Posso confiar?

*a boba mania de garatujar que não me solta..

domingo, 11 de abril de 2010

Pára, por favor, de comer a minha paz...

sexta-feira, 9 de abril de 2010


Ele que brinca de Deus
Que brinca com os outros
E assim segue, sem se arrepender
Ele que tem um chicote
E golpeia a todos
Controla tudo a sua volta, sem se arrepender
Ele que não se fere,
Não se machuca, nunca sente dor
Ele não se arrepende
Nem pede perdão...
E está ali sozinho,
sem um amigo, sem um amor...
Ele não se arrepende?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Medo do tempo e vontade dele..

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ela chegou.
Ele saiu. Não tinha mais motivos de ali ficar, ou tinha um único e forte motivo de ali não mais ficar: ela!
Saiu,mas continuou querendo se entorpecer,se privar quase que completamente de qual- quer contato com o mundo real, o mundo que o pudesse ligar a ela, assim tentando se sentia mais tranquilo.
Procurou música, um bar, uma boca... encontrou!
Procurou álcool, pó, maconha, cigarros, sexo com outras pessoas... encontrou!
Mas ainda faltava algo: ela!
Sentia falta do seu cheiro, do beijo,do olhar,abraço, do corpo dela no seu, do jeito dela com o seu, de como a voz e a presença dela atingia em cheio o seu coração, de como sua alma era admirável,invadia o ambiente e tudo aquilo que perto dela chegava. Ela possuia um brio estonteante, tinha uma vida que brilhava sempre mais, mas aquilo feria- o as vezes, pois do mesmo modo que o fazia abrir loucamente os olhos àquela menina, também os outros o faziam e chegavam e tentavam a tocar,a atingir, alcançar, encontrar, poucos conseguiam, muito o irritava.
Ele não aguentou, achou melhor fugir daquilo(que mais precisava), era autodestruição demais pro seu peito!
Esperava a esquecer, acordar sem pensar nela,passar um dia inteiro sem aquela garota o dominar... não conseguia!
Frequentavam os mesmos lugares, conheciam as mesmas pessoas,uma linha forte ainda os ligava, a alma inteira os ligava!
Por mais que ele não acreditasse, essa tal linha vinha da ébria menina, também. Ela também o amava,também sentia sua falta,ele a entendia,a completava, a escutava (para ela, o mais importante de tudo que eles tinham), ela sentia o fazer sofrer, mas não dizia isso a ele e nem lutava para mudar tal situação.
Fazendo assim um único pensamento martelar na cabeça dele: que quando ela menos es- perasse iria doer,ele sabia como iria doer e iria ficar como ficou para ele,ela iria se sentir assim.
Mas ele estava enganado, estava doendo, como nele, nela!
Diante de um amor pagão,
Criar esperanças?
Porque não?