sábado, 26 de março de 2011

Eu sei que vou morrer
Vou morrer de amor
(Todos os dias)
E solidão também
(muitas vezes)
Alegria, angústia, compaixão, esperança(...)
Eu sei que muitas coisas vão me consumir
(a todo tempo)
E eu como ativa que sou
Vou desejar todas essas vontades
Com todas as forças do meu corpo
E sei que muitas vezes
(embora não querido por mim)
O Desespero vai chegar também
Arrancando meu chão
A saudade também vai vir me dar um alô
E a dor não deixará de vir!

Mas vou tentar
Continuar aqui
Firme e forte
Contrária à minha morte
Mas não a dos meus sentimentos!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Desse jeito, teu!

Tua carne, minha
Tua boca nua
Te quero minha
Só quero nua

Tua língua na minha
Pele, saliva, pêlos
Tudo em contato

Minha boca por todo o teu corpo
Tua boca idem
Eu dentro de ti
Passiva...(,)

me quer assim?

Ouve bem!

Naquele dia
Que eu te queria
Chamei, clamei
Como é de costume

Mas você não me atendeu
Depois?
Pacientemente, esperei
Como é de costume

Um sol, uma lua
Dois sóis
Seis luas
Você volta quando quer
E eu sempre te quero
Cem sóis
Mil luas
Eu ainda te quero
Como é de costume
(...)

Volta você...
E eu ainda quero
Mas não deve ser mais assim
Estou com outro
Não viu quando ele facilmente me tomou?
E aí branca fiquei
Depois cintilante
Você só azul
Como é de costume
Mas desta vez vermelho

Você sempre volta
E eu te quero
Como é de costume

Mas costumes também findam, meu bem...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

É muita loucura!!

― É MUITA LOUCURA!! Era terrível conviver com alguém assim. É sério! Não dá mais!

― Te acalma, meu bem. Você pode ficar aqui comigo. Não tem nenhum problema.

Ela havia trazido duas carteiras de cigarro, muito fogo e um litro de whisky roubado de Eduardo. Carlos ficou REALMENTE muito feliz com isso.
Deitaram na cama, ascenderam cigarros e ficaram olhando um para o outro. Ela era divina, um corpo muito lindo, cabelos longos, uma boca que qualquer um se apaixonaria só de olhar, mas o melhor era os olhos, eles tinham um brilho nunca visto antes de outro olhar, era lindo, era verde, era doce, era gostoso e intenso olhar para ela.
Ela estava morando com Eduardo, um professor universitário, muito doido por sinal, Carlos também era doido e Carol pior ainda, mas a loucura de Eduardo Carol não conseguiu suportar, limpeza a qualquer hora, uma doença por limpeza. Acredite, enquanto ele transava com ela, conseguia dar uma olhada na casa inteira procurando algo fora do lugar, e se encontrasse o sexo realmente não continuava, ele se levantava e iria resolver o problema, voltava e por incrível que pareça conseguia continuar o ato. No começo, Carol achou aquilo muito divertido, era diferente de quando vivia com Carlos, mas depois aquilo começou a lhe irritar profundamente. Até que ela não aguentou mais e resolveu sair dali, voltar com Carlos, aquilo sim era homem! Eduardo iria ficar bem.

Tudo em Carlos era diferente de Eduardo, a começar pelo apartamento, enquanto o de Eduardo era limpo, asseado, o de Carlos possuía manchas de bebidas por todos os lados, pratos sujos, filtros de cigarros, tudo ali era imundo. Mas ele amava Carol, não estava conseguindo viver bem sem ela, ele realmente precisava dela.

Deitados na cama, se olhando, logo sentiram vontade de transar, transar loucamente, como sempre faziam antes de Carol trocá- lo por aquele bostinha. Carlos não perguntou muita coisa sobre a loucura de Eduardo, era melhor assim. Tiraram a roupa, ela continuou de calcinha, ele queria ela toda nua, então avançou na menina para tirar toda a roupa. Ela não fez objeção. Como ele adorava aquele corpo, aquelas pernas, os peitos, ficou ali durante uns cinco minutos, olhado para tudo aquilo. Até que ELA avançou nele, sentia saudade de um homem de verdade. O membro dele já estava no ponto, completamente solicito para recebe- la. Ela subiu em cima dele. Ele a jogou para o lado, adorava ela por cima, mas quem mandava era ele. Ele ficaria por cima aquela vez, ela voltaria a saber o que era transar com um HOMEM. Deu- lhe um longo beijo molhado, desceu para os peitos, mãos, bocas, como ele sentia saudade, desceu um pouco mais, sabia o que ela gostava, sabia o que a fazia gozar, se dedicou inteiramente a isso durante um longo tempo. Ela já estava louca, queria que ele metesse nela. E queria isto agora.

― METE EM MIM, CARLOS! AGORAA!!

Ele não fez objeção. No mesmo momento a obedeceu. Começou a meter, meter, meter. Sentia saudade do modo como ela gemia, alto, era único, parecia uma louca, ele gostava demais. Realmente a amava por isso.

Momentos e posições depois, ela gozou, ele gozou. Ele sabia que ela não mentia para ele, ainda mais na cama. Isso não existia na relação deles, AINDA MAIS NA CAMA. Deitaram os dois um do lado do outro, abraçados, ele com a cabeça no peito dela, os dois eram melhores quando estavam juntos.

De repente, Carlos lembrou que aquela vagabunda havia o deixado, sem dar explicação alguma, por outro homem. Ela havia transado com outro homem, e ele ali, morto, apenas pensando nela. Ela o deixou por um merdinha, ele que era um HOMEM!

Subiu em cima dela, mas desta vez, com as mãos em seu pescoço, ela tentou gritar, ele não parou, a estrangulou até sua morte. Depois, pegou uma arma herdada de seu pai, colocou- a contra a cabeça e apertou, caiu morto, MAS AMANDO-Aa. Eduardo soube de tudo apenas dois dias depois, também se matou, mas de um jeito bem mais sofisticado, possuia cinco garrafas de conhaque alemão guardado para ocasiões especias e muitos charutos cubanos, esqueceu o que era comida, dedicou- se inteiramente aos charutos e ao conhaque alemão, lembrando daquela vagabunda que tanto amou despediu- se desse mundo. É MUITA LOUCURA!!