sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ela chegou.
Ele saiu. Não tinha mais motivos de ali ficar, ou tinha um único e forte motivo de ali não mais ficar: ela!
Saiu,mas continuou querendo se entorpecer,se privar quase que completamente de qual- quer contato com o mundo real, o mundo que o pudesse ligar a ela, assim tentando se sentia mais tranquilo.
Procurou música, um bar, uma boca... encontrou!
Procurou álcool, pó, maconha, cigarros, sexo com outras pessoas... encontrou!
Mas ainda faltava algo: ela!
Sentia falta do seu cheiro, do beijo,do olhar,abraço, do corpo dela no seu, do jeito dela com o seu, de como a voz e a presença dela atingia em cheio o seu coração, de como sua alma era admirável,invadia o ambiente e tudo aquilo que perto dela chegava. Ela possuia um brio estonteante, tinha uma vida que brilhava sempre mais, mas aquilo feria- o as vezes, pois do mesmo modo que o fazia abrir loucamente os olhos àquela menina, também os outros o faziam e chegavam e tentavam a tocar,a atingir, alcançar, encontrar, poucos conseguiam, muito o irritava.
Ele não aguentou, achou melhor fugir daquilo(que mais precisava), era autodestruição demais pro seu peito!
Esperava a esquecer, acordar sem pensar nela,passar um dia inteiro sem aquela garota o dominar... não conseguia!
Frequentavam os mesmos lugares, conheciam as mesmas pessoas,uma linha forte ainda os ligava, a alma inteira os ligava!
Por mais que ele não acreditasse, essa tal linha vinha da ébria menina, também. Ela também o amava,também sentia sua falta,ele a entendia,a completava, a escutava (para ela, o mais importante de tudo que eles tinham), ela sentia o fazer sofrer, mas não dizia isso a ele e nem lutava para mudar tal situação.
Fazendo assim um único pensamento martelar na cabeça dele: que quando ela menos es- perasse iria doer,ele sabia como iria doer e iria ficar como ficou para ele,ela iria se sentir assim.
Mas ele estava enganado, estava doendo, como nele, nela!

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